AMIGOS... AMIZADE
“Amigo fiel é proteção poderosa,
quem o encontrou, terá um grande tesouro” – Eclo 6,14
Amigos, amizades, ter amigos... ser amigo. O importante na vida é ser amigo e cultivar amizade. Isso tudo faz parte da contingência humana: todos precisamos uns dos outros. Ninguém por mais rico que seja pode dizer: “Eu não preciso de ti”. Ser amigo! Ter amigos!
O amigo é aquele que está ao lado, acolhe: abre um espaço para a confiança, para abrir o coração, para o desabafo, nas dificuldades e é capaz de ouvir e partilhar o sentimento; dá aquela segurança: estou contigo; não estás só; podes contar comigo.
Ser amigo é estar ao lado, nos bons e maus momentos da vida. As dificuldades purificam e aprofundam a verdadeiras amizades. Na Bíblia, (Pr 17,17) lemos: “Um amigo ama em qualquer tempo”. É ser companheiro – aquele com quem se partilha o pão. Está junto nas horas alegres e tristes. É aquele com quem se pode contar em todos os momentos.
Ser amigo, não quer dizer que se concorda com tudo o que o outro diz ou faz. Ser amigo é ser, no momento de dificuldade, uma luz, que ajuda a ver o que, sozinho, não é possível vislumbrar. Ser amigo é acender uma luz no meio da escuridão. É uma forma de ampliar a visão. É ajudar a buscar outras alternativas e corrigir possíveis distorções, que a emoção ou o momento ofuscam ou distorcem a visão.
Ser amigo, é estender a mão, para ajudar o que está prostrado a se levantar; superar as dificuldades e seguro, pela presença do amigo, continuar na jornada da vida.
É feliz todo aquele que pode contar com um amigo. François La Rochefoucau dizia: “A amizade, depois da sabedoria, é a mais bela dádiva feita aos homens”. Amizade e sabedoria dão sentido e orientam a vida. E a amizade quanto mais profunda, tanto mais silenciosa, tanto mais presente e atuante.
Daí a importância de escolher e cultivar a amizade, esse tesouro, que ajuda, está presente e amplia a visão e o sentido da vida. Sócrates já dizia: “O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor se conhece antes de se ter necessidade dele”.
Os pais, os irmãos... não são escolhidos. São realidades humanas. Confirmam os laços da consangüinidade. Apontam para a beleza e a santidade do lar. Os pais e os irmãos podem e devem ser amigos, por que são os primeiros colocados ao longo da existência humana. Ao passo que o amigo é escolhido, e Benjamin Franklin dizia: “O irmão pode não ser amigo, mas um amigo sempre será um irmão”. A amizade que fortalece e coroa o sentimento de fraternidade.
Ao longo da vida podem haver momentos de tensão e de rupturas, desentendimentos, mas se a amizade for verdadeira ... ela levará para o reencontro e à reconciliação. E a reconciliação descobrirá aspectos da amizade antes não percebidos: a beleza e a grandeza do perdão.
Para concluir com o Eclesiástico (6,15): “O amigo fiel não tem preço e seu valor é incalculável”. É o amigo no qual podemos confiar a toda a hora e em todas as situações.
No jardim da vida a presença do amigo, que cultiva a flor da amizade, nunca pode estar ausente. E a amizade é como a rosa... por bela e perfumada quer seja... tem espinhos. É o preço. Os espinhos não tiram e não desencantam a beleza da rosas.
AMIGO, FELIZ E ABENÇOADO DIA DO AMIGO!
Pe. Leonel Pergher
Auxiliar no Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio