FONTE: Correio Riograndense
EDIÇÃO: 14 DE JULHO DE 2010
Contribuição indispensável
O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou a ação da Igreja Católica indispensável para a aprovação da Lei Ficha Limpa. “Contribuímos desde as comunidades até as paróquias e dioceses, o que em números significa 90% da contribuição, dados que nos orgulham muito”, disse. E fez questão de agradecer a ação da Igreja no Brasil, graças à qual 1,6 milhão de assinaturas foram coletadas para aprovação da lei de iniciativa popular. O bispo avaliou que a lei preencheu um vazio deixado pelos partidos, incapazes de fazer um pente fino para impedir que políticos corruptos e condenados tenham legenda para concorrer nas eleições de outubro.
Dom Geraldo disse que a Igreja fez sua parte e vai acompanhar o trabalho dos tribunais que irão dizer quem está apto a disputar as eleições. Ressaltou, porém, que agora está nas mãos da justiça coibir os que não merecem disputar as eleições. E fez um apelo aos eleitores. “Pedimos que analisem bem os candidatos e lembramos que o processo eleitoral não termina ao confirmar o voto, mas continua ao longo dos mandatos”.
O bispo também avaliou como positiva a CF-2010, que tratou sobre “Economia e Vida”. Para ele, é uma das maiores ações evangelizadoras da Igreja no Brasil. “A CNBB tem a sensibilidade de tratar anualmente de grandes situações que dizem respeito ao país”. Segundo dom Geraldo, a aprovação do projeto Ficha Limpa é um exemplo de mobilização provocada pela campanha.