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Fundo Diocesano Cáritas
(Para projetos de solidariedade)

“Ser Humano é ser Solidário”
Diocese de Caxias do Sul
Junho de 2003
A partir do Evangelho,é necessário promoveruma cultura de solidariedadeque incentive oportunas iniciativasde apoio
aos pobres e aosmarginalizados...” (João Paulo II – Eclésia in América, 52)
 

Fundo Diocesano Cáritas
“Não havia necessitados entre eles” (At, 34)

1. O que é?
É um fundo organizado em cada diocese, composto por 60% dos recursos da Coleta da Campanha da Fraternidade, realizada todo o ano, no domingo de Ramos. O Fundo Diocesano pode também recolher recursos de outras iniciativas e campanhas, desde que mantenha seus objetivos, sua finalidade.

2. Como nasceu a idéia?
A proposta partiu da Cáritas Brasileira e das Pastorais Sociais. Em 1998, a CNBB aprovou a iniciativa, durante a 36ª Assembléia, determinando que a redistribuição dos recursos da coleta da Campanha da Fraternidade, fosse 60% para apoiar projetos locais, que seria o Fundo Diocesano Cáritas. Os outros 40% constituem o Fundo Nacional de Solidariedade.

3. Qual sua finalidade?
A finalidade do Fundo Diocesano Cáritas é apoiar projetos que combatam a exclusão social (fome, miséria, condições precárias de vida), a partir da promoção e da organização dos próprios grupos de excluídos, reforçando os laços de solidariedade entre eles e entre agentes pastorais comprometidos com a promoção humana e as transformações sociais.Desde sua implementação, em 1999, estes fundos têm sido uma prática inovadora de ação de solidariedade no apoio aos mais diversos projetos de enfrentamento às conseqüências da exclusão social e de mobilização popular, na construção de formas de superação da fome e da miséria.

4. Como o Fundo Diocesano Cáritas está organizado na nossa Diocese?
A prática realizada até então, possibilitou que o dinheiro arrecadado fosse destinado para o público priorizado pela Campanha da Fraternidade e quando na Diocese esta realidade não existia (ex: índios), o dinheiro foi enviado para Dioceses que realizam algum trabalho nesta área. Em 2003, foram realizadas várias reflexões no sentido de organizar o Fundo Diocesano Cáritas.Em reunião com o Conselho Diocesano de Presbíteros, em junho de 2003, ficou decidido de que uma equipe ficará responsável para esta função: Pe. Gilnei Fronza, Pe. Valdemar Pagnocelli, Pe. Celso Ciconetto, Ricardo Rasia e Ir. Brenda Costa.A equipe será responsável por organizar, pensar critérios, como manter e viabilizar a proposta. Nas comunidades, os grupos que estiverem interessados poderão apresentar projetos que visem erradicar a exclusão.Os projetos devem ser enviados para apreciação da equipe e posteriormente será analisada a possibilidade de ajuda.

5. Lembre-se:
O dinheiro arrecadado, seja pela Coleta da Campanha da Fraternidade ou por outras iniciativas, deve servir para que agentes das pastorais sociais e as lideranças dos grupos e comunidades empobrecidos possam realizar projetos que visem apoiar excluídos e excluídas numa perspectiva de cidadania participativa e emancipatória. Nunca substituí-los (as) ou mantê-los (as) em situação de dependência, como seres permanentemente incapazes.

6. Quem ganha com a criação do Fundo Diocesano Cáritas?
1º. Ganha a ética cristã - A transparência na administração dos recursos da coleta da CF não é o mais importante. Mas precisamos garantir que somos capazes de administrar e fazer valer os princípios que orientam o “gesto concreto” previsto pela Campanha da Fraternidade.

2º. Ganham os fundos de apoio a pequenos projetos – Não são muitas as experiências brasileiras das práticas de atuação solidária a partir de fundos para apoio a pequenos projetos. E são poucos aqueles voltados para a ação da cidadania participativa, desvinculados de interesses políticos. Entretanto, tais fundos não só são insuficientes para atender às diferentes demandas, como a cooperação internacional está reorientando seu apoio.

3º. Ganha a solidariedade humana – Nosso mundo vem estimulando a prática da competição e do individualismo. Aumentam as barreiras entre pobres e ricos. Estamos reagindo contra isso quando criamos o espaço de partilha nas Comissões Diocesanas de Solidariedade. Ampliamos a possibilidade do desenvolvimento da solidariedade quando reunimos os cristãos, os movimentos, enfim, os homens e mulheres de boa vontade para a construção da justiça e da paz, junto com excluídos e excluídas. São muitos os movimentos em favor da solidariedade humana. Um deles é a Campanha permanente de solidariedade, da Cáritas Brasileira. Ela se torna mais conhecida cada vez que mobiliza campanhas de solidariedade para populações em situação de emergência, sejam nacionais ou internacionais. Seu lema “Ser solidário é ser humano” tem ultrapassado os limites da própria Cáritas.

4º. Ganham os Direitos Humanos e a economia solidária – Em especial aqueles voltados para os trabalhadores e trabalhadoras organizados em grupos. Muitos deles apostam, cada vez mais, num projeto de sociedade em que a economia não seja fator de exploração e de exclusão, mas de solidariedade. Os movimentos identificados com economia popular solidária, de defesa das experiências associativas (econômicas ou sociais), ganham com os Fundos Diocesanos Cáritas a possibilidade de auto-sustentação.

O Espírito Santo saberáorientar a chama
dacriatividade aos que sedispuserem
a essaaventura da solidariedade.

 
 
 
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